Na passada segunda-feira, dia 09 de Janeiro, fui surpreendido pela minha “timeline” do Facebook. Estava a decorrer um concerto ao vivo de Luís Represas e João Gil, transmitido em direto pela Rádio Comercial, em exclusivo para o Facebook.
Percebi rapidamente que havia ali mão conhecida.
A dupla Rui Lourenço / Hugo de Almeida estava por detrás do evento.
Um acontecimento único, que tenho a convicção vai marcar, para os próximos tempos a forma como podemos utilizar os “media sociais”.
Na ressaca do trabalho, o Rui Lourenço escreveu um desabafo:
Hugo, estás a ver porque não somos gurus e praticamente não escrevemos em blogs de social media? É por estes momentos de trabalho rapaz.
Eu reparei no post e não pude deixar de comentar:
É pena não quereres ser, nem seres
.
Tu e Hugo de Almeida têm tudo para ser… aliás somos todos um bocadinho.
Ahhhh…e também é pena não escreveres. Sofro do mesmo mal. Gostamos de meter a “mão na massa”e depois a história é feita pelos “outros”![]()
A resposta do Hugo foi… surpreendente… fantástica
Para mim a palavra guru e doutor tem no seu uso (em Portugal) algo de malicioso. Não falo do que não sei, falo do que observo por essa web fora e do que já senti na pele. Por isso é que tenho um posicionamento mais reservado… gosto de observar. Chamem-me rebelde ou politicamente incorreto, mas vivo para os que me merecem e para os que me querem ouvir. E não para conquistar palcos a todo o custo e autoria de livros a usar conhecimento alheio.
Temos um país em decadência em termos de conhecimento (académico?) e estes 2 grupos (não todos incluídos neles como é óbvio) não são inocentes. Ao longo dos anos têm destruído a hipótese de um futuro mais sadio remetendo a evolução para os autodidatas e os curiosos na mente. Todos os anos passam-me 200 alunos pelas mãos e basta um “olho no olho” para entender o quanto estão perdido e desorientados no seu caminho. Em 80% dos casos o problema está no comandante que na realidade nada entende de navegação e prefere ir às “festas” em vez de criar, de meter as mãos na massa como dizes.
Não quero a palavra guru ou doutor para mim (apesar de estar no meio académico como sabes), prefiro a palavra “progressista”. O meu grande respeito pelo teu trabalho vem daí, de compreender que metes as mãos na massa, isso para mim é que é basilar. O que me alimenta nestas coisas é algo que provavelmente ninguém vê, que é a mudança de mentalidades e ontem o que aconteceu foi isso, uma mudança radical e mentalidades num grupo de pessoas que não estavam nem compreendiam o presente, mas que a partir de ontem querem estar, querem lutar para estar. Existiu um outro momento muito importante desse género, num discurso de vitória perante todos os mainstream media em direto, uma espécie de “proclamação” de querer estar no presente e aceita-lo finalmente. Para mim foi melhor e mais importante que publicar 10 livros e fazer N palestras. As pessoas vão ver isto? Não…Não vão ver porque viraram os holofotes para a “casa dos segredos” que construímos à nossa volta em vez de irem ás pequeninas coisas que efetivamente marcam… Mudar mentalidades para abrir a porta de um futuro melhor.
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O Hugo de Almeida é professor no Instituto Politécnico de Santarém, está a efetuar um doutoramento em Educação na Universidade Aberta e é Diretor da Popular Jump. Para conhecerem um pouco mais da visão do Hugo espreitem a reportagem da revista Única acerca das redes sociais
Fiquei com enorme vontade de conversar “in vivo”, com o Hugo sobre este e outros temas.
Sei que um dia destes isso irá acontecer.
O Miguel Gonçalves “toca na ferida”, a bem dizer, em “várias feridas” e é impossível ficarmos indiferentes.
Gosto pouco de gente que fala…por falar. Emociono-me com gente que fala e FAZ. O Miguel Gonçalves é um deles.
Um motivo de inspiração para todos nós.
ACREDITAR e FAZER.
Na sequência do “post” de ontem, gostaria de agradecer a todos os que acederam ao meu convite para comentar algumas questões que coloquei no grupo e-Learning Gurus – Portugal.
Eis as questões que escolhi e as respetivas respostas:
- De acordo com a sua experiência, que dificuldades existem na implementação e aplicação das suas práticas pedagógicas em eLearning?
- Do ponto de vista do professor/formador, em que é que as práticas pedagógicas em eLearning são diferentes das práticas pedagógicas tradicionais?
- De que forma as redes sociais alteram, complementam ou dificultam as práticas pedagógicas do eLearning?
Foram momentos extraordinários, de intensa partilha de experiências. Algo que pretendo voltar a repetir.
No âmbito da Unidade Curricular Processos Pedagógicos em E-Learning, do Mestrado Pedagogia do E-Learning, o Francisco Gogas Pereira escolheu-me como entrevistado e “obrigou-me” a fazer um pequeno exercício de reflexão sobre práticas pedagógicas.
As minhas respostas refletem essencialmente a minha experiência enquanto formador on-line e não aquela que também possuo como formador em contexto presencial. Servem como uma partilha de experiências para que outros possam fazer melhor.
A discussão continua em aberto. Neste espaço ou… por aí.
1 – Qual é a sua abordagem pedagógica ao eLearning? Como é que concebe, organiza e apoia a aprendizagem?
Do meu ponto de vista, toda a abordagem pedagógica que se possa fazer ao eLearning é contextual. Apesar ser passível de se encontrar pontos comuns entre vários contextos de aprendizagem a fórmula para o sucesso nunca é a mesma.
No entanto, da minha experiência pessoal, julgo que o professor/formador online é um elemento chave numa adequada abordagem pedagógica.
É possível ter um conteúdo programático extraordinário, ter recursos interactivos de altíssima qualidade, mas se o facilitador, não for um elemento muito atento, extremamente disponível, com enorme capacidade de adaptação ao grupo de formandos e aos novos desafios que lhe forem surgindo não haverá possibilidade de sucesso na componente pedagógica do curso.
2 – De acordo com a sua experiência, que dificuldades existem na implementação e aplicação das suas práticas pedagógicas em eLearning?
Podemos identificar três fatores que considero cruciais e que dificultam a implementação a aplicação das práticas pedagógicas:
- Falta de competências tecnológicas do formador/professor;
- Dificuldade do formador/professor em se adaptar ao desenrolar das atividades;
- Falta de disponibilidade do facilitador para atender às dúvidas dos alunos.
3 – Pode citar 2 exemplos de princípios de actuação que, na sua opinião, constituam boas práticas e cuja implementação deva ser recomendada?
Dois princípios que considero essenciais: A transparência e a construção de uma identidade em rede. São dois exemplos de princípios, que, do meu ponto de vista, estão intimamente ligados e que podem ser fazer a diferença entre uma aprendizagem efetiva ou não.
A transparência, da qual o Prof. Morten Paulsen é também um fervoroso adepto, consubstancia-se na exposição pública consentida dos materiais e recursos produzidos em determinado contexto formativo. A visibilidade dos conteúdos produzidos proporciona a possibilidade de se estabelecerem contactos com potenciais interessados na temática, permitindo a criação de redes de aprendizagem que ultrapassam as “paredes” da sala de aula virtual.
Por outro lado, a construção de uma identidade em rede, permite, quer ao professor, quer ao aluno, dependendo do nível pessoal que cada qual já atingiu, usar as suas ligações para potenciar a sua aprendizagem, utilizando os seus contactos preferenciais, já anteriormente construídos.
4 – Em que é que as práticas pedagógicas em eLearning são diferentes das práticas pedagógicas tradicionais?
Acima de tudo, as práticas pedagógicas em eLearning deveriam permitir um elevado grau de flexibilidade.
A flexibilidade de alunos e professores gerirem o seu tempo é uma alteração significativa que só é possivel se usarmos as novas tecnologias internet.
No entanto, práticas pedagógicas sustentadas em comunicação síncrona retiram essa flexibilidade e são constrangedoras de autonomia. Considero que as práticas pedagógicas em eLearning devem assentar, preferencialmente em formatos assíncronos que permitam por um lado aumentar o grau de autonomia e de gestão do tempo dos alunos e aproveitar o potencial das novas tecnologias de informação e comunicação.
5 – De que modo é que o nível médio de «proficiência tecnológica» de uma turma ou grupo influencia as suas decisões em termos das práticas pedagógicas adoptadas?
Qualquer grau de competência tecnológica condiciona as práticas pedagógicas. É uma das géneses pelo qual considero que a prática pedagógica a implementar é contextual. No entanto é possível ao professor definir requisitos básicos que os alunos devem possuir e quais as competências que devem adquirir, independentemente do seu grau de “proficiência tecnológica”. Dessa forma deverão ser definidas etapas obrigatórias e facultativas com diversos grau de dificuldade para que seja possível cada qual definir o seu percurso formativo.
6 – De que forma as redes sociais alteram, complementam ou dificultam as práticas pedagógicas do eLearning?
As redes sociais quando usadas em contexto profissional, seja ele formal ou informal, podem amplificar as práticas pedagógicas. Não considero que alterem, complementem ou dificultem. Julgo que amplificam dado que, tal como já referi em respostas anteriores, permitem abrir o ambiente virtual formal a contextos exteriores ao grupo acabando por lhe dar uma maior visibilidade.
A aprendizagem através do recurso a redes sociais pode e deve servir como complemento ao espaço formal e só em casos muitos especiais substitui-lo.
Considero que as redes sociais são, em primeira instância, veículos de aprendizagem informal e como tal é assim que devem ser usadas, nunca devendo o professor e a instituição de ensino/formação esquecer que elas existem e que podem ser parte integrante da estratégia a implementar.
Pode “espreitar” a entrevista e todo o seu processo de elaboração.
Um convite que muito me honrou.
Convidado pela Neuza Pedro para colaborar numa aula presencial no âmbito do Mestrado Educação em TIC do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.
Temática? “Personal Learning Environments”. 2 horas de intensa conversa sobre conceitos e ferramentas.
Parabéns pela coragem que a Neuza demonstrou em abrir as portas da faculdade a um não-académico.
Fiquei extremamente feliz com o convite e com MUITA vontade de fazer mais.
Os “slides”, por si só, valem muito pouco, no entanto aqui ficam.
A minha participação no 3º Seminário de Educação a Distância de Mato Grosso do Sul e 2º Seminário Estadual de Tecnologias Educacionais.
Aqui fica a minha apresentação e a gravação vídeo do evento.
A minha participação no 16º Encontro Nacional de Formadores e Coaches, promovido pelo APG (Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos dos Recursos Humanos).
Na semana que passou estive presente na Conferência Internacional Ed-Media 2011. Deixo-vos aqui, em inglês, algumas reflexões sobre o que mais me marcou neste evento.
Durante esta semana estarei a dinamizar uma actividade na Jornada Virtual de Ensino a Distância, um evento promovido pela Associação Brasileira de Ensino a Distância, denominado Demonstração prática da organização de um PLE – Personal Learning Environment (Ambiente Pessoal de Aprendizagem).
Mais informações? Sigam as coordenadas.
Resumo do trabalho de investigação que apresentei ontem, 10 de Maio, no Instituto de Altos Estudos Militares, no âmbito do Curso de Promoção a Oficial Superior da Força Aérea.
A aposta no desenvolvimento de capacidades e-Learning nas organizações ou empresas é cada vez mais um fator decisivo para a consecução de objetivos estratégicos. Nas Forças Armadas, em particular, podem concorrer diretamente para o cumprimento da sua missão. A implementação de um projeto e-Learning, com capacidades comuns, patrocinado pelo Ministério da Defesa Nacional tem sido um tema oficialmente recorrente. Por vicissitudes várias, o projeto comum nunca arrancou. No entanto, cada um dos diferentes atores tem avançado por diferentes caminhos, registando percursos paralelos e desenvolvendo capacidades que servem exclusivamente os seus próprios objetivos.Partindo desta problemática, este trabalho, realizado segundo a metodologia proposta por Raymond Quivy e Luc Van Campenhoudt, teve como objetivo identificar algumas capacidades já existentes e outras que se revelam essenciais, entre alguns órgãos dependentes do Ministério da Defesa Nacional e os ramos das Forças Armadas, de modo a que seja possível criar sinergias por forma a otimizar todos os recursos envolvidos, nomeadamente identificando três pilares fundamentais numa estrutura e-Learning: o Ambiente Virtual de Aprendizagem, a Gestão de Conteúdos Educativos e as competências do e-formador.Este trabalho assentou na pesquisa de documentação oficial que procurasse identificar as capacidades e as necessidades existentes em cada uma das áreas e ramos, na leitura e análise de bibliografia de referência que procurou enquadrar teoricamente as questões identificadas e na recolha e tratamento de dados estatísticos dentro do Sistema de Gestão da Aprendizagem da Força Aérea de modo a analisar e interpretar alguns dados recolhidos.Da investigação efetuada concluiu-se que existem, no âmbito da utilização da componente e-Learning na estrutura do Ministério da Defesa Nacional, capacidades duplicadas que podem ser otimizadas e necessidades comuns que podem ser compatibilizadas entre todos os envolvidos.



